É essa necessidade de falar e falar e falar o tempo todo que me faz, mais uma vez, escrever sobre o que eu sinto.
Não que tudo aqui escrito seja verdadeiro, pode ser que eu somente tenha descrito alguma vontade-fantasia-ilusão.
Nem todos os textos são atuais, retiro alguns de blogs, fotologs e diários antigos.
Não tente entender, não tente compreender.

A verdade e a mentira só existem na sua cabeça.

*

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Seu beijo na minha testa


Poderia invocar muitas razões pelas quais me entreguei. Seus ombros, sua falta de jeito para dançar, seu carinho com a sua mãe, seu jeito de olhar para mim nas manhãs de domingo. Também poderia invocar tantas razões para não me entregar. Seu mau gênio quando está com fome, seu hábito de puxar a roupa de cama durante a noite, sua preocupação incessante com o trabalho, a posição da lua no seu mapa astral.

Mas seus beijos sempre foram um fator imperativo neste balanço. Todos os seus beijos. O beijo no rosto um pouco mais demorado do que deveria no dia em que nos conhecemos. O beijo esperado e sem pressa que inaugurou essa história toda. O beijo nas minhas mãos durante jantares nos quais uma mesa inconveniente nos impunha quase um metro de distância.

E dentre esses tantos beijos, houve um que acertou bem o meio da minha testa. Não me provocou cócegas, nem me deixou intrigada. Não me despertou grandes desejos, nem grandes dúvidas. Na verdade, ele não apenas não me provocou dúvidas como me trouxe belos indícios de certeza.

Encontrar alguém disposto a dar bons e demorados beijos no rosto, na boca e no pescoço não é exatamente uma tarefa difícil. Na noite, depois de duas doses de vodka, tem muita gente disponível pra isso. Mas o beijo na testa não é para qualquer um. Muitos beijos podem ser dados por dar, mas beijo na testa eu nunca vi alguém dar sem belas doses de sinceridade.

E você beijou minha testa. E não foi uma vez só. Não foi só naquele dia em que eu estava trabalhando no sofá e você estava pronto para sair. Não foi só por causa daquela altura mais cômoda da testa em detrimento da boca. Você também beijou minha testa quando eu embarquei num voo. E quando chorei de saudades da minha avó. E algumas vezes, antes de dormir, passou a mão pelos meus cabelos, me beijou a testa e me desejou bons sonhos.

A minha lista de qualidades da pessoa ideal mudou muito desde que você apareceu. Percebi que muitas exigências eram pura bobagem. E que eram exatamente as coisinhas miúdas que me fariam querer ficar dias e mais dias nessa história.

Não sei bem se posso classificar seu beijo na minha testa como “coisa miúda”. Sim, talvez seja miúdo por não precisar de razões nem mecanismos grandiosos. Mas por outro lado é imenso. Imenso porque me dá a dimensão de zelo, a segurança do respeito e o conforto do amor que extrapola o roteiro óbvio do conjugal.

Sim, há muitas justificativas para eu ficar. Assim como haveria muitas para pensar em ir. Mas enquanto houver você desse seu jeito, me olhando como me olha e com seus mil beijos espalhados, eu hei de querer continuar aqui. E se tiver beijo na testa, é bem provável que a cada dia eu esteja mais certa de que esse é o melhor lugar do mundo pra mim.

Por Ruth Manus

Esse é, sem duvidas, o texto mais lindo que li nos últimos tempos. Me fez chorar...

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Stuck on a puzzle.

 
Stuck On The Puzzle
I'm not the kind of fool
Who's gonna sit and sing to you
About stars, girl
But last night I looked up into
The dark half of the blue
And they'd gone backwards

Something in your magnetism
Must have pissed them off
Forcing them to get an early night

I have been searching from
The bottom to the top
For such a sight
As the one I caught when I saw your

Fingers dimmed in the lights
Like you're used to being told that you're trouble
And I spent all night
Stuck on the puzzle

Nobody I asked
Knew how he came to be the one
To whom you surrendered

Any man who wasn't led away
Into the other room
Stood pretending

But something in your magnetism
Hadn't just made him drop
Whoever's hand it was that he was holding

I have been searching
From the bottom to the top
For such a sight
As the one I caught when I saw your

Fingers dimmed in the lights
Like your used to being told that you're trouble
And I spent all night
Stuck on the puzzle

I tried to swim to the side
But my feet got caught in the middle
And I thought I'd seen the light
But oh, no
I was just stuck on the puzzle
Stuck on the puzzle


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Seus olhos verdes da esperança.



Eu sinto tanta, tanta, tanta falta daquilo que na verdade nunca aconteceu...
Eu sinto tanta vontade de te abraçar, de te abraçar apertado de verdade; de deitar minha cabeça no seu ombro e ver o dia passar...

Eu sinto saudade de verdade da ideia de estar com você, da lembrança de que um dia estivemos juntos, sinto até saudade da saudade que senti quando você foi embora.

Por você eu aprendi a perdoar de verdade, aprendi a perdoar coisas que eu condenava e nunca imaginei que fossem possíveis de ser deixadas para trás. Por você eu aprendi, de verdade, a deixar as coisas ruins para lá e olhar com esperança para o futuro.

Eu sinto tanta saudade de você, eu só queria ficar frente a frente te olhando por horas, nesses seus olhos verdes, sentindo o tempo passar e mesmo assim não ligando... porque seus olhos verdes estão lá olhando por mim.

Me pergunto se algum dia nós vamos nos sentar, beber uma garrafa de vinho - dividindo a taça, como a gente sempre fazia. Me pergunto se eu vou poder ler essas coisas todas que passei anos escrevendo só pra mim.

Eu sei que a nossa história ainda não acabou, ao mesmo tempo que eu sinto que estou estendendo tudo isso sem razão nenhuma, que tudo isso já chegou ao fim. Mas não pode ser...

Eu daria tudo, tudo para poder dividir mais muitas taças de vinho com você e conversar sobre o tanto que você me fez acreditar no impossível.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Sonhos do destino.


Eu tento não acreditar nas porcarias dos sinais que a vida me manda. Eu tento passar ilesa e não dar muita bola pra nada disso, mas tem hora que esse destino vem e me da cada soco na boca do estômago... não dá pra não dizer que as coisas não estão todas conectadas.

Dois dias atrás eu tive um sonho super estranho. Super estranho mesmo. Daqueles sonhos realistas, que você sente que tá lá de verdade. Era basicamente assim, eu estava em um navio, mas um navio que não era conhecido. O J. estava lá, continuava o mesmo e eu continuava sentindo a mesma coisa por ele... Ele estava assinando um contrato, eu tinha certeza que ele estava sendo transferido para outro navio e entrei em desespero. Na verdade ele só estava trocando de cargo, estava virando "connoisseur", seja lá o que for isso. Muitas coisas aconteceram, mas o que mais marcou foi no final, quando eu estava em um jantar com umas amigas e ele disse assim, em português, com todas as palavras: "Eu te amo". Todo mundo ficou meio sem reação e ele repetiu "eu te amo".  Eu consigo lembrar do seu rosto dizendo essas palavras, dessas 7 letras saindo de sua boca, com sotaque francês. Eu ainda tive uma amiga me dizendo que não gostava do jeito que ele brincava comigo, mas mesmo assim fiquei muito balançada.

Ok. Fim do sonho, mas e aí?

Há mais ou menos uns 5 dias eu recebi um email de uma amiga, dizendo que ele estava saindo com uma garota lá no navio. Eu fiquei devastada, senti que meu mundo estava acabando. Chorei mais uma vez e disse chega. Cancelei seu feed no facebook e me proibi de ver qualquer coisa relacionada a ele. Chega sabe? Chega de ficar vendo aquilo que provavelmente nunca vai ser meu ou sei lá, vai que seja um dia e eu fico só sofrendo agora? Eu sei que mesmo que a gente fique juntos no futuro, nós provavelmente ainda vamos ter outras pessoas durante o caminho. É coisa da vida e eu aceito assim.

Mas a vida, ah a vida, essa caixinha de surpresas...

Eu tenho me comportado muito bem, tenho evitado pensar nele, tenho ficado longe do facebook e assim a vida continua. Até que hoje eu resolvi procurar uma foto antiga e um monte de coisa começou a pular na minha frente.

Uma foto dos nossos celulares de trabalho juntos.
Uma foto da nossa primeira garrafa de vinho na minha cabine. Zinfandel.
Um print screen de uma música que eu fiz ele ouvir a noite inteira no repeat, porque sim. 
Fotos daquele dia que ele foi embora e eu chorei, chorei, chorei demais.
Algumas das fotos mais bonitas que já tirei na vida.

E quando eu olho a data para relembrar, eu tive um choque. Minha mente perdida me disse que hoje era dia 20 de agosto. Se fosse dia 20 de agosto, isso significaria que na noite que tive o sonho com ele, fariam 3 anos que ele me deixou. 3 anos pensando em um só homem. 3 anos sem saber como continuar e como seguir em frente. Ainda não sei, depois de 3 anos.

A ficha caiu e vi que estamos em julho, são 2 anos e 11 meses. É tempo demais para guardar uma pessoa dentro do coração e não conseguir deixar ir embora.

Eu ainda penso em você todos os dias e acho difícil que tenho passado um dia sem pensar. São tantas, tantas coisas que só palavras não conseguem descrever.

O que você faz comigo só pode ser coisa do destino.