É essa necessidade de falar e falar e falar o tempo todo que me faz, mais uma vez, escrever sobre o que eu sinto.
Não que tudo aqui escrito seja verdadeiro, pode ser que eu somente tenha descrito alguma vontade-fantasia-ilusão.
Nem todos os textos são atuais, retiro alguns de blogs, fotologs e diários antigos.
Não tente entender, não tente compreender.

A verdade e a mentira só existem na sua cabeça.

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sábado, 18 de agosto de 2012

O roteiro de um erro.


Foi um minuto de conversa e uma noite inteira de tentação.
He drove me crazy.

Estava tudo bem, até eu ter a maldita idéia de falar com ele. Fazer amizade.

Não deu tempo pra mais nada. A gente se separou, depois nos procuramos de novo e não desgrudamos mais.

Fomos embora e já era de manhã. Eu sabia que nem devia ter me aproximado, mas fui lá e tinha que aguentar as conseqüencias. Saiu o sol, eu estava cada vez mais pálida e cada vez mais bêbada.

Conversamos muito. Sobre muita coisa.
"Falamos o que não devia nunca ser dito por ninguém."

Quando eu menos percebi já estava em sua cama, e tudo que não podia acontecer estava acontecendo.

Que vibe incrível. Que pegada incrível. Que erro.

Dormimos. Acordamos. Combinamos que nada daquilo tinha acontecido e que nunca tínhamos nos visto antes.

Não consigo te tirar da minha cabeça, mesmo sem entender o porque.

Proibido


Um ogro. Que usa drogas. Que é grande e desajeitado.
Um cara inteligentíssimo que lê Clarice Lispector e é super estudado.

Tirou meu ar, fiquei sem chão, me deixou sem rumo.

Mas é completamente diferente de mim, em todos os sentidos.
E é proibido.

Porque o proibido se torna tão interessante, mesmo quando não faz sentido algum?

Imoral e doído.


Quero enfiar minha cabeça num buraco até inventarem uma máquina que volte no tempo.

Fazer cagada.
Fazer cagada de um nível que não dá pra voltar atrás.
To morrendo de vontade de vomitar e vomitar todo o acontecimento das noites passadas.
Argh.
Tá doendo e ainda vai doer por um bom tempo, sabe por quê?
Porque foi tudo tão legal, que só pode ser errado mesmo.
Coisas legais são imorais.
Pessoas legais já são de outras pessoas.

Que os fins justifiquem os meios.
E que os meios não machuquem mais ninguém, porque minha dor já tá valendo por dois.