É essa necessidade de falar e falar e falar o tempo todo que me faz, mais uma vez, escrever sobre o que eu sinto.
Não que tudo aqui escrito seja verdadeiro, pode ser que eu somente tenha descrito alguma vontade-fantasia-ilusão.
Nem todos os textos são atuais, retiro alguns de blogs, fotologs e diários antigos.
Não tente entender, não tente compreender.

A verdade e a mentira só existem na sua cabeça.

*

domingo, 30 de janeiro de 2011

Gotas ou pílulas?


É indiferente se a cura vem da pílula ou da gota. O importante é ela vir.
E eu preciso que ela venha rápido, porque essa dor que eu estou sentindo já não cabe mais em mim.
Mas ouvi dizer que só quem machuca é quem pode curar....
Que tipo de remédio é esse, um alívio momentâneo?

É tipo um câncer, mas eu não sei se quero que ele saia de mim.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

20:20


Porque, toda vez que olho no relógio e vejo números repetidos, tenho certeza que você está pensando em mim?

Meu coração dispara, sua imagem me vem à cabeça e perco o chão por alguns instantes. 

Sei que é você, sei que somos nós. Preciso adiantar esse relógio para trazer você pro meu lado, e rápido.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

So glad, January is getting over


Estou feliz que janeiro está acabando.
Esse mês mexeu com minha cabeça.
Viajei, sai de mim, voltei com novos ideais.

Me apaixonei.

Fevereiro vai começar, o tempo parece que está voando.
Grandes planos estão reservados pro mês que entrará.

Janeiro foi aquele mês que criou novas situações na minha vida.
Fevereiro vai ser aquele mês para remediar as situações do mês anterior.

Quero que janeiro voe, que fevereiro voe, que março voe......

Não sei o que estou esperando, mas sei que é grande.
Sei que vai acontecer e sei que vai ser surpreendente.

Só quero que esse mês acabe.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Um Romance Marítimo - Parte I

Foi o primeiro que eu vi assim que embarquei.

Esse começo de romance tá muito parecido com o último. Vamos virar o disco.

Santos, 08 de janeiro. Me chamou a atenção. Estava trabalhando, mas não estava me atendendo.
Não fez questão de ser simpático, ajudou o cara que me atendia, mas nem me olhou.

Não saiu da minha cabeça. O vi a noite, trabalhando em outro bar, mas não me atendia, porque eu estava do outro lado. Não saiu da minha cabeça.


Rio de Janeiro, 09 de janeiro. Já era hora do almoço, ele estava trabalhando no restaurante que fui almoçar. Olhei seu name tag, era um nome estranho e tinha a bandeira da Romênia... Bateu uma insegurança, porque eu sei como brasileiro funciona, mas e os romenos?

Fiz questão de levantar e pedir minha bebida pra ele. "Uma Sprite e uma Coca". Ele não disse nada, não ouvi sua voz... Na hora de me servir, continuou em silêncio, somente um "Com licença" bem baixinho. Não saiu da minha cabeça.

Nessa noite tivemos a festa dos anos 60, cheguei no bar, avistei e fiz questão de ir para o lado que ele estava atendendo. Eu pedi "Pink Lady" e ele repetiu "Pink Lady". Eu tinha esperança de ele ser como um brasileiro, puxar conversa comigo, me tirar dali. Ele trouxe meu drink e eu brinquei "Posso assinar um X?" De onde eu tirei a idéia de fazer uma brincadeira tão sem graça? E se ele não entendesse nada, e minha cara de tonta? Ele entendeu e respondeu, meio seco, "Você reconhecendo depois sua assinatura".

Minha cabeça começou a girar. Ficou tudo confuso demais. Se ele era brasileiro, porque estava com a tag de um romeno? Isso é proibido. Comecei a gostar mais.

A história, que até então não era história nenhuma, começou a tomar uma proporção tão grande, que até minha mãe começou a reparar e "torcer" por alguma coisa, que até agora nem eu sei o que é. Minha mãe disse que ele me olhava, eu sou orgulhosa, só olhava quando ele estava de costas. Pedi mais uma cerveja, perguntou para minha mãe "dois copos?", nesse momento ficou claro: ele era brasileiro. Ponto pra mim, brasileiros são sempre mais "receptivos". Ele entregou a cerveja, minha mãe perguntou de onde ele era: Paraná.

Fazia frio naquela noite.

Por volta de uma hora da manhã, a festa mudou de bar. Onde a festa vai, eu vou atrás. Ele também foi, mas estava atendendo do lado oposto ao que eu estava. Eu tinha decidido que não mudaria meu foco por causa de um homem. Fiquei do meu lado, sabendo que ele não me atenderia.

-Não olha agora, mas tem alguém atrás de você.

Era ele, lindo, loiro e de moicano, com uma bandeja passando atrás de mim. Pés no chão, esse é o trabalho dele, ser garçom e estar em qualquer lugar do bar. Wrong. Cada garçom tem que ficar na sua área. Durante todo o tempo que ele esteve trabalhando, reparei que dava uma passadinha perto de nós.

Era 2:00 am, eu estava numa espécie de camarote, tinha uma escadinha para chegar nesse ponto. Eu queria uma cerveja, confesso já estava bem tontinha, vi ele passando lá embaixo e me olhando, levantei a mão. Nessa hora percebi que alguma coisa já estava diferente, ao invés de vir até mim, como um garçom normal, ele me fez tchau. Oi? Chamei ele e pedi uma cerveja.

-Está calor aqui né?
-Realmente, bem quente....
-Mas você tem uma jacuzzi na proa do navio que cairia bem nessas horas....
-Como você sabe??
-Ouvi dizer.
-...
-Eu iria adorar conhecer a proa do navio!
-Mas lá é só pra funcionário.....
-Sempre tem um jeitinho!
-Eu te acompanho!

Nessa noite ele não me levou até a bendita proa do navio, disse que eu seria a última pessoa a ser atendida por ele, que tinha uma festa para ir e que já estava atrasado. Não saiu da minha cabeça.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Help



Eu pensei: se ele tiver uma estrela náutica tatuada, vou saber que é ele. Ele tinha.